sábado, 31 de maio de 2008

Bateristas - Relação de amor e ódio


Meu, o que falar dos bateristas? Eu vejo como um mal necessário... O mundo musical já é bastante complicado com eles, e sem eles seria pior... Eu adoro uma bateria bem tocada, o primeiro instrumento que eu quis tocar na vida foi uma bateria, apesar de que quando eu tinha uns 5 anos o meu pai facava me falando: olha esse solo! Olha aquele solo! Esse cara canta pra caralho! Escuta o baixo!
O primeiro instrumento que eu ví na minha vida foi uma bateria 7 peças num bar do amigo do meu pai. De vez em quando o meu pai me levava pro bar e num certo dia estava uma bateria lá. Nesse mesmo bar que eu aprendí a tomar Água Tônica e ví um lagarto de 1,50cm. Enfim, sobre ter visto a bateria... foi uma experiência muito intensa, não sei explicar direito como foi, eu sentí uma energia muito forte me invadir, uma energia boa, que me dava a sensação de poder... Num futuro próximo eu fiz aula de bateria e percebí que o cara queria me roubar, me enrolar pra ganhar mais dinheiro. Desistí de tocar a merda da bateria. Anos mais tarde, na quinta série num ensaio da banda de um amigo meu, me deparei com um baixo Yamaha Pérola e decidí que iria aprender a tocar aquele instrumento. Aprendí algumas coisas e depois daquele dia a minha relação com a música se tornou cada vez mais íntima. O amor pela bateria não morreu, se eu tivesse dinheiro e tempo, compraria uma e aprenderia a tocar suficientemente bem pra gravar as minhas músicas, apesar de que pra isso, só preciso de prática. Depois que eu descobrí o básico sobre o instrumento(bumbo, caixa, ximbal e prato) venho brincando de tocar bateria comigo mesmo. Já fui convidado até a tocar numa banda em Recife, os caras gostaram do meu jeito, mas queriam que eu comprasse uma, como eu não tinha a mínima intenção de me prostituir pra comprar tal instrumento, deixei pra lá. Voltando a falar sobre os caras que se propoem a estudar a maldita bateria e a se auto entitular bateristas, Todos os que tocaram comigo, sempre se mostraram egocêntricos, escêntricos ou superiores. As vezes me pergunto se isso é um Karma na minha, vida. Me pergunto mesmo! Por que não é possivel uma característica tão peculiar em um segmento de instrumentistas! O único cara que tocou comigo, que além de tocar pra CARALHO não tinha frescura nenhuma, foi o Nilson(banda sonora) nós tocávamos Rock Progressivo e sem sombras de dúvida, foi a melhor experiência musical que eu já tive(eu tocava baixo). O negócio é sério, a parada é real! Estou com um projeto parado a anos por causa de baterista. Essa estagnação teve uma pausa no final do ano passado mas o cara que tocou com a gente(eu e o Walber) saiu por que prefiria tocar cover de clássicos do rock pesado e(ou) música evangélica(?...rs). Sem falar que os nomes que chegam na sua mão por indicação, ou estão tocando Forró ou Country...rs Vou gravar minhas músicas aqui em casa, graças a Deus com bateria eletrônica e colocar na internet. Pra que? Pra achar baterista!..rs Por que num show ao vivo, não há computador que substitua o carinha ou a mina que senta no banquinho e fica fazendo barulho naquela parafernália chamada bateria...rs(obs: no andamento da música e de forma criativa.) Há quem diga que a bateria eletrônica(programavel) te dá menos dor de cabeça, mas pra quem já viu pelo menos uma vez na vida o Led tocando ao vivo(em vídeo ou não) sabe do que estou falando. Abraços, fiquem com Deus!

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